terça-feira, 30 de setembro de 2014

30 de Setembro - Dia do Tradutor – São Jerônimo


     O Dia do Tradutor é comemorado mundialmente em 30 de setembro em homenagem a São Jerônimo, que traduziu a Bíblia para o latim, levando 15 anos para a sua conclusão. É também o Dia da Bíblia. Foi o Papa Dâmaso I que o incumbiu de traduzir a Bíblia para o latim, graças ao seu conhecimento deste idioma, do hebraico e do grego. O santo padroeiro dos tradutores morreu em 30 de setembro de 420, razão da escolha da data. São Jerônimo também é o santo protetor das Secretárias por ter sido o secretário do Papa Dâmaso.



quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Setembro - Mês do Tradutor

O tradutor não apenas gosta, mas precisa aprender mais e mais sobre os povos e culturas do mundo inteiro, antigos e novos.













quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Vida de Tradutor

   Como estamos no mês do Tradutor, uma vez que o Dia Mundial do Tradutor se comemora em 30 de setembro, vou iniciar as postagens deste mês com uma crônica que escrevi há algum tempo sobre as "venturas e desventuras" dos profissionais da tradução.

     Sou da época em que se traduzia com máquina de escrever, e imaginem o sufoco para se alterar alguma coisa, havendo só o “branquinho” como recurso. Depois, houve um tempo em que, sem grana para um computador, eu fazia as traduções à mão para, em seguida, serem digitadas na editora. Pobre do calo do meu dedo. Era bem ao estilo do nosso padroeiro, São Jerônimo, e ele nem sequer contava com a sofisticação do papel e da caneta de hoje em dia. Mas adoro meu trabalho, apesar dos percalços.
     Já aconteceu praticamente de tudo. Já trabalhei com micros e programas ultrapassados, incluindo um Word do arco-da-velha que eu não queria largar. Enfim, o pobre coitado pifou e, como não existia mais, tive de arrumar a acentuação inteirinha do livro, a fim de não perdê-lo, no Windows. Foi quando descobri o Ctrl+U e nunca mais o esqueci. Sem um escritório, trabalhei em tudo que é canto da casa, em meio a todos os tipos de ruídos e interrupções. Costumo dizer que, se houver uma tomada por perto, consigo trabalhar até no meio de um vendaval (sim, já ouvi falar sobre a existência do laptop). Agora, tenho um minúsculo escritório que chamo de “The Office”, não pela opulência de sua metragem, mas pelo gostinho de sonho realizado.
     Amo traduzir e me dedico como se os livros fossem meus, para que o autor saia o melhor possível na “fita” em português também. Inevitavelmente, fico mortificada com os eventuais deslizes. É triste depois de traduzir, pesquisar, conferir, ler, reler, você deparar com alguns erros na tradução após ter sido entregue. E publicada, então! Faço o máximo possível, mas, às vezes, de tanto ler algo, a gente simplesmente não enxerga o erro. E, de vez em quando, aparece cada coisa para lá de esquisita para pesquisar!
     Já deram de cara com aquelas palavras inventadas, termos que o autor quis usar de um jeito particular qualquer, regionalismos, marcas de produtos que ninguém nunca viu mais gordas, trocadilhos que têm de fazer sentido em português, poemas que têm de rimar e tantos outros detalhes? Sem mencionar quando o micro resolve não cooperar muito e surge o tal “erro do programa”, ou coisa parecida.
     Prazos apertados. Novas regras de ortografia para assimilar. Trabalhar em casa, que é ótimo, mas com mil e uma coisas pressionando em volta. Folgar na segunda-feira e trabalhar no final de semana quando os outros estão passeando. Ler sobre assuntos sobre os quais jamais se leria em outras circunstâncias, para fins de pesquisa. Trabalhar à noite com aquela baita dor nas costas, olhos ardendo, o sofá acenando por perto. Não poder ver sangue e ter de descrever cenas escabrosas, deitar por 30 segundos até o mal-estar passar e voltar ao computador. E, agora, para ficar tirando o trema que aparece automaticamente? Lá vai o Ctrl+U. Ou existe outro recurso para isso? Sei, sei, os novos revisores ortográficos. E dominar o uso dos hífens, que já não eram bolinho antes!

     Bem, são os “bones” do ofício, se me permitem o neologismo tosco. De qualquer modo, meu velho micro mais recente deu PT (Perda Total) um dia desses e tive de comprar outro, novinho em folha, uma pintura de moderno. Finalmente, alcancei o século 21.


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Tradução de "O Atlas Mundial do Whisky"



Título Original:     The World Atlas of Whisky
Autor:                    Dave Broom
Editora:                 Larousse
          
Sinopse e comentário sobre a minha tradução:

      O Atlas Mundial do Whisky, de Dave Broom, foi um dos livros mais incríveis que já traduzi e representou um grande desafio profissional, pois exigiu muita pesquisa. É bem mais abrangente do que o livro que eu havia traduzido antes do mesmo tema, "Whisky Classificado" (que se limita aos single malts, embora seja igualmente esplêndido). O Atlas Mundial do Whisky é uma espécie de enciclopédia que fala a respeito do whisky em todas as partes do mundo, especialmente na Escócia, como não poderia deixar de ser. Não engloba apenas single malts, mas whisky de grãos, bourbon, whisky japonês, blends, etc. E as ilustrações são belíssimas. O leitor fica até com vontade de fazer um tour pela maravilhosa Escócia e por outras partes do mundo para conhecer as destilarias, quer seja apreciador de whisky ou não. 
     O especialista Dave Broom relata tudo sobre o whisky em termos mundiais, descrevendo todas as destilarias da bebida, contando fatos históricos, curiosidades, explicando sobre meios de acesso, oferecendo dicas, dados geográficos e técnicos em si a respeito do processo de destilação. Além dos single malts, são comentados aqui o whisky de grãos, além dos blends consagrados como Chivas Regal, Johnnie Walker, Dewar’s , Grant’s... O autor incluiu um mapa de sabor personalizado para cada destilaria, avaliando detalhada e claramente amostras de whiskies de cada respectiva destilaria, incluindo não apenas expressões consagradas, já engarrafadas, mas também amostras de tonel e amostras do destilado recém-fabricado (ou seja, o espírito novo).
     São extremamente interessantes as categorias dos sabores, que englobam desde as notas mais comuns e conhecidas, como “frutado”, “turfoso”, etc., passando por descrições abrangentes e algumas inusitadas _ como “presunto defumado”, “couro”, “carne” _ até avaliações subjetivas e românticas como “bosque na primavera” “pôr do sol no mar”, provenientes de lembranças que determinado whisky evoca, de impressões ou associações.  Em O Atlas Mundial do Whisky também encontramos mapas abrangentes de todas as regiões produtoras de whiskies e dos melhores blends, onde se identificam as destilarias e os locais mais importantes ao redor.
     A começar pelo merecido destaque à “mãe” Escócia, com seus cobiçados Macduff, Dalmore, Glenlossie, Glenmorangie, Ardmore, Glenlivet, Macallan, Jura, Benrinnes, Cardhu, entre tantas outras “joias raras”, prosseguimos nossa “viagem”, descobrindo que o whisky também é produzido, por exemplo, no Japão. Revela-se a maneira como a bebida chegou até lá, através do pioneiro e lendário Masataka Taketsuro, apaixonado pelo whisky escocês. Comprova-se que o whisky não é uma cópia do escocês, como muitos podem pensar, mas que conquistou o seu próprio estilo. Seguindo com o nosso “tour” pelo livro, vemos como é toda a produção nos Estados Unidos (com seus consagrados bourbons e whiskies de centeio), Canadá, Irlanda e demais partes do mundo. Descubra como o whisky foi conquistando espaço também na Inglaterra, País de Gales, França, Holanda, Bélgica, Escandinávia, Espanha, África do Sul, Índia e Extremo Oriente, Austrália, etc.
     Além das informações completas sobre a história dessa bebida e das destilarias, sobre o processo de fabricação do whisky, há magníficas fotos ilustrando o Atlas inteiro, dando ao leitor a oportunidade de se transportar, ao menos na imaginação, até lugares deslumbrantes, onde a fabricação do whisky não só é uma atividade industrial e comercial, incluindo alta tecnologia e inovação, mas também um trabalho artesanal, que ainda remonta aos tempos antigos da destilação e envolve paixão, dedicação e criatividade.
Abra o Atlas, por exemplo, na página 82 e apaixone-se pela bucólica Glen Grant; ou na página 170 e depare com a Bowmore à beira de um misterioso mar bravio; ou na página 222 e surpreenda-se com a fascinante Miyagikyo; ou ainda na página 255 e faça uma deliciosa viagem de volta no tempo através da história do whisky do Tennessee...
     O renomado e premiado especialista Dave Broom criou uma obra indispensável tanto para apreciadores novos quanto experts em whisky. O Atlas Mundial do Whisky contém todas as informações pertinentes sobre esse fascinante espírito e opiniões francas baseadas em inúmeras degustações e pesquisas. É um guia fácil de ser consultado, de leitura bastante agradável, que orienta e ensina, além de ser um belo complemento para qualquer tamanho de coleção que se possua de whiskies e de livros sobre o tema.


P. S.: Em relação à tradução em si, tive de pesquisar bastante a respeito dos equipamentos utilizados no processo inteiro de fabricação de whisky, como os vários tipos de alambiques, por exemplo, e, em muitos casos foi difícil encontrar o equivalente para certos termos no português. O próprio processo de fabricação engloba várias etapas que traduzi passo a passo como no original. Há a parte histórica e geográfica do livro que exigiu a pesquisa para a comparação do que existe paralelamente ou não. Às vezes, há locais e personagens históricos num livro a ser traduzido que já têm um equivalente na língua de destino. Outro detalhe fundamental foi a pesquisa referente às categorias de sabores porque as notas de cada amostra apresentada da bebida são descritas minuciosamente. Enfim, foi um trabalho de tradução longo, árduo, mas extremamente gratificante. E como acontece com todos os livros que traduzo, pois me aprofundo a um ponto de me envolver totalmente com a obra a fim de poder traduzi-la bem, me apaixonei por este também.
  
O Atlas Mundial do Whisky
Dave Broom
Tradução de: Tina Jeronymo

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Feliz Dia Nacional do Escritor!


     Escrever é um dom que costuma se manifestar ainda na infância, através da facilidade em se escrever redações para a escola, diários, em se criar histórias e textos em geral. Escrever é um dom que anda de mãos dadas com a imaginação. Ela é a principal matéria-prima do escritor. Pode-se pedir a um escritor que escreva sobre praticamente qualquer coisa, por mais banal que seja, e as palavras fluirão naturalmente para ele enquanto compuser seu texto.
     E na hora da criação, seja em prosa ou verso, escreve com sentimento, colocando em palavras o que a inspiração e a imaginação pedem. Além disso, quanto mais experiências vivenciar, de quanto mais bagagem emocional dispuser, mais “material” o(a) escritor(a) terá para empregar junto com o seu dom. É graças ao escritor que o leitor tem a possibilidade de viajar por mundos novos, interessantes, através de histórias repletas de emoções, aventuras, intrigas, mistério, enfim... E de também refletir por meio das próprias reflexões dos autores em inúmeros tipos de textos.
     O Dia do Escritor se comemora no Brasil em 25 de julho, pois nesse dia, em1960, a União Brasileira de Escritores, tendo João Peregrino Júnior na sua presidência e Jorge Amado como vice-presidente, promoveu o Primeiro Festival do Escritor Brasileiro. A partir desse evento, a data foi instituída para homenagear o escritor nacional.
     É com imensa satisfação que o Blog Traduzindo com TJ, que é dedicado, entre outras coisas, a traduções, mas também à escrita e a leitura, comemora o Dia Nacional do Escritor.



P. S.: Muitos escritores encontram nos blogs a oportunidade de compartilhar e/ou divulgar o que criam, podendo alcançar um grande número de leitores também desse modo. Sempre gostei de escrever, desde pequena, mas foi somente através do meu blog mais antigo que comecei a dar forma a textos que já escrevia, transformando-os em artigos e crônicas, e a elaborar vários outros. Criei outros blogs, como este mesmo, e neles tenho me sentindo encorajada a escrever cada vez mais.

domingo, 22 de junho de 2014

Tradução de Paulina Bonaparte: A Princesa do Prazer


Título Original:  Pauline Bonaparte – Venus of Empire
Autora:               Flora Fraser
Editora:              Ediouro   

Sinopse e Comentário Sobre a Minha Tradução:

     Esta foi uma das traduções mais difíceis que já fiz, mas, ao mesmo tempo, uma das mais gratificantes, porque, além da complexidade da história em si, traduzi o livro para o português quando estava sem internet, por alguma razão ou outra.
     Na etapa da pesquisa, passei vários dias mergulhada até o pescoço em livros, com vários volumes de enciclopédia abertos na mesa, livros de história antigos e do sebo esparramados à minha volta, para estudo e comparações. Sem mencionar os mil e um papéis de anotações minhas formando pilhas e pilhas ao redor. E o que me pareceu penoso demais na época _ devido aos famosos prazos apertados, que já fazem parte da rotina dos tradutores, e a tanto esforço _ hoje me traz grande satisfação profissional e redobra a minha autoconfiança na função que exerço. Porque é exatamente assim que traduzo: estudando, pesquisando e aprendendo sempre mais, buscando fontes confiáveis, comparando-as, etc.
     Afinal, como tanta gente já sabe e diz, não é apenas porque algo está publicado num livro ou na mídia, ou porque está postado na internet que significa necessariamente que é verdade. Assim, o tradutor precisa averiguar a veracidade dos
dados que pesquisa. Neste caso, por exemplo, tive de checar nomes próprios que foram aportuguesados ao entrarem para a História, dados e nomes de batalhas e locais em geral onde toda a história vai se passando, porque a maioria tem um equivalente em português, além de todos os termos, expressões idiomáticas, etc.
     “Paulina Bonaparte: a Princesa do Prazer” é um livro de teor inédito em publicações, uma biografia fiel, contando sobre uma personagem histórica que ainda não havia sido praticamente divulgada nas publicações em português, a não ser como “a irmã de Napoleão”. Tendo como pano de fundo a ascensão e queda de Napoleão, a autora fez uma detalhada e minuciosa pesquisa em arquivos, diários, cartas, etc. na França, na Itália e em parte na Inglaterra, reunindo material suficiente para traçar um perfil completo sobre Paulina Bonaparte.
    
Paulina foi ousada para sua época, pois, embora ao que pareça, fosse comum que as mulheres tivessem amantes, talvez pela ausência dos maridos nas guerras, etc., ela era do tipo que agia abertamente. Colecionava seus amantes e não se incomodava em deixar que o mundo soubesse a respeito. Vaidosa, vivia preocupada com seu guarda-roupa, a aparência, a última moda em Paris. Era também considerada a mulher mais bonita da Europa em sua época e adorava ser cortejada. Não teve o menor pudor em posar seminua para a estátua de Canova, Vênus Vitoriosa, que causou alvoroço no passado e continua testemunho de sua beleza até hoje.
     Tinha uma saúde frágil, o que se agravou depois do período que passou em São Domingos (Haiti), e abalou-se emocionalmente após ter perdido o marido Leclerc na antiga colônia e, pouco mais tarde, o filho de ambos, Dermide, de seis anos. Vivia viajando pela França e a Itália principalmente, fazendo tratamentos em estâncias termais, para se curar de sequelas deixadas pelo parto e talvez também por doenças venéreas, segundo relata a autora. Por outro lado, mostrou-se forte, corajosa, leal, enfrentando as terríveis tribulações da campanha em São Domingos ao lado de Leclerc, não se dispondo a abandoná-lo lá por nada.
     Paulina Bonaparte possuía uma personalidade marcante, dizendo sempre o que pensava, doesse a quem doesse. Também era caprichosa, esperando que todos os seus desejos fossem atendidos, chegando a submeter criados e pessoas de seu convívio a papéis ridículos, como quando usou o pescoço de uma dama de companhia para apoiar os pés. Vários boatos, rumores e escândalos são associados ao seu nome, como ninfomania, lesbianismo e incesto com o irmão Napoleão, mas, segundo a autora, a maior parte deles fez parte de uma campanha de difamação promovida pelos inimigos de Napoleão.
     Quanto ao relacionamento de ambos, Paulina era a irmã favorita de Napoleão, e ele sempre procurou orientá-la através de cartas e sermões para que se comportasse com o decoro necessário e à altura de sua corte. Praticamente nunca negou nada a ela, e os laços entre os dois eram muito fortes, quer tenha havido incesto ou não. O livro explora mais os laços fraternos e mostra Paulina ora orgulhosa das conquistas de Napoleão, ora preocupada com seus momentos difíceis, além de enciumada em relação a Josefina e, mais tarde, Maria Luísa.
     Prova, ao final, quanto é dedicada e leal a Napoleão, vendendo os próprios bens para ajudá-lo no exílio em Elba, sendo a única da família a ir vê-lo na ilha, além da mãe, ali chegando a morar por um período para lhe fazer companhia. Depois, implorou pelo bem-estar dele quando Napoleão já estava na precária Santa Helena, tentando intervir junto ao governo inglês e até se dispondo a ir vê-lo na longínqua ilha, o que não se deu porque ele acabou falecendo antes.
     Após a vida simples em Ajácio, na Córsega, onde nasceu em 1780, de sua ascensão ao se casar com o general Leclerc e, mais tarde, com o príncipe Camilo Borghese (de quem viveu separada a maior parte do casamento como a princesa Borghese) de ter-se tornado a princesa e duquesa de Guastalla (por nomeação de Napoleão) e de ter conquistado seu próprio lugar na sociedade por ser uma mulher independente, determinada, ambiciosa, astuta, Paulina morreu perto de completar quarenta e cinco anos em 1825, em Roma, onde conseguiu viver luxuosamente no exílio após a morte de Napoleão.
     Este é apenas um apanhado geral da história, que é rica em detalhes, e acredito que dê uma ideia de quanto o livro é interessante de se ler, pois o apreciei não apenas como tradutora, fazendo a tradução imparcialmente como deve ser, mas também como leitora.

Paulina Bonaparte: A Princesa do Prazer
Autora: Flora Fraser
Tradução de Tina Jeronymo
Ediouro

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Ao Tradutor


Esta é a homenagem mais bonita que já vi um autor fazendo ao tradutor.


“Quando o homem mostrou sua arrogância, Deus destruiu
a Torre de Babel e todos passaram a falar línguas diferentes.
Mas em Sua infinita graça, criou também um tipo de gente
que iria reconstruir essas pontes, permitir o diálogo e a difusão
do pensamento humano. Esse homem (ou mulher) de quem
raramente nos damos ao trabalho de saber o nome quando
abrimos um livro estrangeiro: o tradutor.”

_ Paulo Coelho, "O Outro Lado da Torre de Babel"